O lixo nosso de cada dia


A importância desse estudo justifica-se pela necessidade de se analisar, a nível de estudo de caso, as conseqüências e impactos ambientais causados pelo desperdício de alimentos que não são comercializados nas feiras e mercados, muitas vezes considerados como lixos. Todavia, é de suma importância que não nos detenhamos apenas num tipo de lixo, pois lixo urbano é um dos mais sérios problemas ambientais e de saúde pública devido à sua inadequada disposição nas cidades. A partir do momento que o homem descarta o lixo para o lixeiro ou em terrenos baldios, resolve o seu problema individual não se dando conta que as áreas de depósito de lixo estão cada vez mais escassas e que o lixo favorece a proliferação de insetos e ratos transmissores de doenças, por isso tornou-se uma preocupação e tema de extensos debates em busca de soluções.

Este problema se arrasta desde a Idade Média, onde a imundice era bem conhecida, assim como as pestes e epidemias que dela resultavam. Os primeiros lixões surgiram em Atenas, onde leis proibiam jogar lixos nas ruas mas não inibiam a população, e a cidade cheirava mal. No Egito, o lixo acabava no Rio Nilo.

O lixo médio anual de uma pessoa é 90 latas de bebidas, 2 árvores transformadas em papel, 107 frascos em geral, 70 latas de alimentos, 45 Kg de plástico, 10 vezes seu próprio peso em refugos domésticos.

O Brasil produz cerca de 241.000 toneladas de lixo a cada 24 horas, sendo que 76% são depositados a céu aberto em lixões (onde alimentará ratos, urubus, poluirá o solo e as camadas subterrâneas), 23% são depositados em aterros, 0,9% são compostados (transformados em adubo) em usinas e 0,1% são incinerados.

O tratamento de lixo deve ser considerado como uma questão de toda a sociedade e não um problema individual. Está na Constituição da República Federativa do Brasil, Capítulo VI, do Meio Ambiente, Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.

Seguindo estes princípios promoveremos a preservação do meio ambiente e o desenvolvimento sustentável (desenvolvimento capaz de satisfazer as necessidades presentes mas sem comprometer as necessidades das gerações futuras).

O lixo é um grande problema para nossa sociedade, e deve-se tomar uma atitude enérgica para modificar esta situação deplorável, ou seja, incentivar a reciclagem que é o fator mais benéfico para a preservação dos recursos naturais e proteção do meio ambiente.